Se o seu objetivo é vender pela internet, você tem que conhecer os 6 pilares do marketing digital.
É cada vez maior o número de pessoas que procuram produtos e serviços na internet. Se o seu negócio ainda não faz parte desse mundo, você com certeza está perdendo grandes oportunidades de vendas.
Os números explicam por que ignorar marketing digital em 2026 virou risco existencial. O Brasil investiu cerca de R$ 35 bilhões em marketing digital em 2025, segundo dados da IAB Brasil citados pela Aintegrare, com projeção de crescimento de 18% para 2026. Já pesquisa da CartaCapital com base em estudo da 8D Hubify mostra que 56% das empresas brasileiras destinam apenas até 5% do faturamento a ações digitais, muito abaixo dos 6% a 12% recomendados por consultorias como Forrester e eMarketer para empresas consolidadas (e dos 12% a 20% recomendados para negócios menores). Ou seja: a maior parte do mercado brasileiro subinveste em marketing digital, e essa lacuna representa oportunidade real para quem estrutura essa disciplina com método.
Para criar um plano de marketing digital de sucesso você deve utilizar os 6 pilares: planejar, atrair, converter, relacionar, vender e fidelizar.
Esses seis pilares dialogam diretamente com o conceito de Funil de Marketing, modelo popularizado por Elias St. Elmo Lewis em 1898 e evoluído no formato digital pela HubSpot e pela RD Station. Vale destacar o conceito complementar de Flywheel, proposto pela HubSpot, que substitui a lógica linear do funil por um ciclo virtuoso: atrair, engajar e encantar geram clientes que, por sua vez, alimentam novamente o topo do funil via indicação e prova social. A tese central: em vez de tratar a venda como fim da jornada (como no funil clássico), o cliente satisfeito vira alavanca de aquisição orgânica de novos clientes, reduzindo CAC ao longo do tempo. Marcas que operam nesse modelo reportam CAC até 34% menor do que aquelas que dependem exclusivamente de mídia paga, segundo dados compilados pelo HubSpot State of Marketing 2025.
Leia o artigo e conheça cada uma das etapas:
O planejamento não é uma etapa única, mas algo que deve ser levado em conta em todos os pilares do marketing digital.
Antes de começar o planejamento é fundamental conhecer o produto, o modelo de negócio e o público-alvo.
O público-alvo é o principal, pois a partir dele são criadas diversas segmentações e é possível entender hábitos e desejos daquele consumidor, sendo um ótimo combustível para as etapas seguintes.
Uma forma de conhecer melhor o público-alvo é desenvolvendo Personas (ou Buyer Personas), que diferentemente do público-alvo, têm foco em entender o comportamento e rotina dos consumidores como um indivíduo ao invés de seus dados demográficos.
ale destacar duas evoluções recentes na disciplina de definição de público. A primeira é o conceito de Jobs to be Done (JTBD), desenvolvido por Clayton Christensen e popularizado em artigo da Harvard Business Review, que muda a pergunta de “quem é meu cliente?” para “que trabalho o cliente está contratando meu produto para fazer?”. A segunda é a diferenciação entre persona (perfil comportamental de indivíduo) e ICP (Ideal Customer Profile), que descreve o perfil de empresa (em B2B) ou o cluster de consumidor (em B2C) com maior probabilidade de gerar receita recorrente. Pesquisa da McKinsey mostra que 85% dos lançamentos de melhor desempenho usam segmentação detalhada por ICP, contra apenas 32% dos lançamentos com performance abaixo da média. Combinar as três camadas (público-alvo, persona e ICP) é hoje padrão de mercado em operações digitais maduras.
Com o modelo de negócio definido, assim como o público-alvo, é hora de começar a atrair os consumidores para o seu negócio.
O segundo pilar do marketing digital busca mostrar que a sua marca existe e como ela pode ajudar o seu cliente.
Nessa etapa, são definidos os objetivos, as verbas, os canais e as estratégias de aquisição de leads (contatos que demonstraram interesse no seu negócio).
Nessa fase, será necessário colocar as estratégias de atração em prática.
Desenvolver ações que gerem visitantes, leads, oportunidades e, consequentemente, novos clientes através das “Iscas Digitais” na internet.
São alguns exemplos: anúncios no Google que direcionam para landing pages estratégicas, anúncios nas redes sociais, criação de materiais ricos, como e-books e infográficos, organização de eventos, webinars, co-marketings com parceiros e etc..
As “Iscas Digitais”, são diferentes formatos de conteúdo que atraem seu público-alvo e entregam valor. As landing pages com formulários são responsáveis por captar as informações do lead interessado.
Após a conversão do lead, é necessário ter uma ferramenta de gestão de marketing para acompanhar a jornada que ele vai percorrer até se tornar um cliente.
O percurso que o lead vai percorrer até se tornar um cliente, requer estratégias de nutrição de base, por isso, a etapa Relacionar.
Nessa etapa, é fundamental criar uma relação com o lead e ajudar ele a percorrer as etapas da jornada de compra.
A jornada de compra é dividida em 4 fases: Aprendizado e descoberta, reconhecimento do problema, consideração da solução e decisão de compra.
O objetivo dessas fases, é criar uma relação com o lead, entregando conteúdo de qualidade, esclarecendo dúvidas, apresentando as soluções, oferecendo cupons de desconto, convidando para eventos, engajando nas redes sociais, envio de newsletters, e-mail marketing e etc..
São essas pequenas ações de interação com a base de leads que podem gerar grandes resultados, assim, o lead se sente mais seguro e preparado para comprar o seu produto/ serviço.
Uma vez que você atraiu visitantes para seu site, transformou em leads, criou estratégias de nutrição, agora é a hora do time de vendas entrar em ação, aqui acontece a famosa passagem de bastão da equipe de Marketing para o setor de Vendas.
Por isso, é muito importante criar um SLA entre marketing e vendas para definir bem o que faz um lead ser qualificado ou não para o time de vendas trabalhar a negociação.
Se você tem um E-commerce e vende diretamente no site, é importante analisar todos os passos do visitante da página e conferir se há informações suficientes para que ele possa fechar uma venda sozinho, sem ajuda de ninguém. Foque na experiência do usuário.
Nesse caso, o ideal é enviar uma comunicação via SMS ou WhatsApp para se manter mais próximo do seu futuro cliente. Para isso, conte uma solução que automatize esse envio de mensagens em massa, para ganhar tempo e escala nas suas vendas digitais.
Muitas empresas ainda acreditam que a venda é o fim de tudo, mas ainda falta um pilar muito importante do marketing digital: a manutenção da base de clientes
Já dizia Philip Kotler “Conquistar um novo cliente custa de 5 a 7 vezes mais que manter um atual”.
Se alguém comprou na sua loja e teve uma boa experiência a chance dele voltar é bem maior, certo?
É sobre isso que trata o pilar da fidelização, são ações de marketing que buscam lembrar o cliente que você continua lá e pronto para ajudar e ou vender um novo produto.
Ações de relacionamento, normalmente por mídias mais segmentadas (Remarketing), e-mail marketing para a base de clientes, envio de SMS com promoções exclusivas para clientes, clubes de vantagens, comunidades e grupos no WhatsApp e etc..
Oferecer um bom atendimento é a principal ação de fidelização de clientes, após isso, surgem oportunidades de novas ofertas como Cross Selling e Up Selling para a base de clientes.